quarta-feira, 4 de junho de 2008

Presentes alheios, meu imenso prazer

Acabo de chegar de uma missão que me faz lembrar o grande prazer que tenho por compras. Não necessariamente para mim. Gosto de comprar e ponto. Enquanto estou em uma loja, adoro imaginar se a roupa vai servir na pessoa (calça jeans está excluída desse meu prazer, pois acho impossível calcular se serve antes de lacear ou depois de lacear), se eu realmente conheço o gosto dela o quanto imagino e em que situações aquela peça (seja roupa ou não) será eleita para fazer parte da vida da pessoa. Por exemplo: se for uma taça, será que vai ser usada em uma ocasião especial? Ou se for um lençol, será ele eleito para uma noite de deleite? Enfim, a tarefa que muita gente chia, de escolher presentes alheios, para mim é uma grande diversão. Porém, agora, que não trabalho, minha generosidade é constantemente contida pela minha veia racional. Meu bolso permite lembranças bem mais simplezinhas do que meu coração gostaria. Mas isso nem de longe é razão para drama. Hoje fui incumbida de comprar uns brindes eu meu marido precisava para um evento de amanhã. Recebi essa tarefa às três da tarde. Lá fui para o shopping (mesmo considerando que receberei uns amigos para jantar em casa hoje à noite) com o desafio de escolher seis presentes sem saber se são homens ou mulheres. E um detalhe importante: um budget apertado. Sim, porque comprar coisa cara, é fácil. O difícil é achar coisa legal com preço honesto. Mas mesmo assim, tirei de letra. Ai, como é bom passar o cartão de crédito e encerrar o trabalho logo que a gente assina. Depois, a conta já é outra história e o problema certamente não é meu.

PS: Esse post eu dedico à Sonia, minha irmã, que há anos mantém comigo um cartão de crédito só para eu comprar coisas para ela que eu imagine que ela vá gostar.

Um comentário:

Cris disse...

O que vc comprou de brinde???